O futuro da liderança da Disney pode estar prestes a passar por uma mudança significativa. Um novo relatório do The Wall Street Journal indica que Josh D’Amaro, atual chefe da divisão Disney Experiences, tornou-se o principal candidato para assumir o cargo de CEO da companhia — e que seu plano central inclui dar mais espaço aos videogames dentro do gigante do entretenimento. A possível indicação também enfraquece as chances do CEO da Electronic Arts, Andrew Wilson, que, segundo a publicação, não deve assumir o comando.
O foco nos jogos volta ao centro da estratégia
Nos últimos anos, a Disney adotou uma postura mais cautelosa em relação ao desenvolvimento interno de jogos. Porém, o relatório mostra que D’Amaro pretende inverter essa curva. Ele deseja aumentar o papel dos games na empresa e integrar tecnologias do setor aos processos criativos tradicionais.
Embora os detalhes ainda estejam sob sigilo, a visão é clara: jogos não serão apenas um produto licenciado, mas parte estrutural do futuro da marca.
Em um mercado em que franquias se expandem por múltiplas mídias, a estratégia pode colocar a Disney novamente em posição de destaque no segmento interativo.
A conexão com a Epic Games reforça a direção
A movimentação já começou. D’Amaro liderou o investimento de US$ 1,5 bilhão da Disney na Epic Games, parceria que visa fortalecer a presença das propriedades da empresa dentro de Fortnite. A expectativa é que personagens e universos da Pixar, Marvel, Star Wars, Avatar e outras marcas apareçam de forma integrada no ecossistema do jogo.
Segundo o executivo, a relação entre Disney e Fortnite representa “uma extensão natural do espírito aventureiro de Walt Disney”.
A declaração reforça um ponto importante: a companhia não quer apenas licenciar personagens, mas explorar novas formas de contar histórias dentro dos games.
O relatório também observa que Andrew Wilson, antes apontado como um possível sucessor, não deve mais ser escolhido pelo conselho da Disney. A EA passa por um processo de venda de US$ 55 bilhões, e Wilson continuará liderando a empresa nesse período.
Com isso, cresce a probabilidade de que a Disney opte por um nome interno, repetindo o padrão histórico de sucessões.
Disney busca se reinventar após anos turbulentos

Bob Iger, atual CEO, planeja deixar o cargo no final de 2026. O anúncio do sucessor pode ocorrer já no início de 2026, antecipando uma transição que será observada de perto pelo mercado.
Iger já admitiu, em 2019, que a Disney “não tem sido particularmente boa” em desenvolver jogos internamente. Essa franqueza marcou o fim de grandes iniciativas anteriores, como a divisão Disney Interactive Studios e o projeto Disney Infinity.
Agora, com D’Amaro, a empresa tenta equilibrar cautela e inovação. A área de Disney Experiences já mantém vagas abertas para produtores e engenheiros de jogos, sinalizando que a reconstrução operacional está em andamento.
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