O anime My Hero Academia chegou oficialmente ao fim após quase uma década acompanhando a jornada de Izuku Midoriya. A oitava temporada encerra a história com uma mistura de vitória, perda, amadurecimento e reflexão. Não é apenas o fim de uma guerra contra vilões. É o fechamento de um ciclo sobre o que realmente significa ser um herói.
O desfecho não aposta em grandes reviravoltas gratuitas. Ele prefere algo mais maduro. Mais humano. E, justamente por isso, dividiu opiniões.
Deku derrota All For One, mas paga o preço final
A batalha final contra All For One e Tomura Shigaraki marca o ponto mais alto da série. Midoriya vence. O mundo é salvo. Mas a vitória não vem sem sacrifícios.
Durante o confronto, Deku entrega uma a uma as individualidades do One For All, usando-as para quebrar a mente de Shigaraki por dentro. A estratégia funciona. O vilão cai. Mas o custo é irreversível.
Izuku Midoriya perde o One For All para sempre.
Quando acorda no hospital, ele retorna ao estado em que começou a história: sem individualidade. O impacto emocional é enorme, especialmente para Bakugo, que vê em Deku seu único rival verdadeiro. O silêncio dessa cena diz mais do que qualquer discurso.

Mesmo sem individualidade, Deku ainda pode ser um herói
O anime deixa claro que perder o poder não significa perder o propósito.
Nos momentos finais, All Might entrega a Deku um traje de suporte avançado, semelhante ao que ele próprio usou em sua última batalha. O equipamento permite que Midoriya atue como herói profissional novamente, agora usando tecnologia, estratégia e inteligência.
Mais do que um recurso narrativo, isso reforça uma das mensagens centrais da obra:
Ser herói nunca foi apenas sobre poder.
Deku encerra a série como professor e pesquisador, ajudando a desenvolver novos itens de suporte para futuras gerações. Ele não abandona o heroísmo. Apenas o redefine.
O momento mais emocional: Deku e Uraraka
Enquanto o mundo tenta se reconstruir, Ochaco Uraraka enfrenta um trauma silencioso. A morte de Toga a assombra. A culpa pesa. O sentimento de que talvez pudesse ter feito algo diferente não vai embora.
É então que Midoriya faz o que sempre fez de melhor: estende a mão.
No topo da colina que marcou momentos importantes da série, Deku conforta Uraraka, dizendo que ela também é sua heroína. O abraço entre os dois não é exagerado. Não é melodramático. É simples. E extremamente poderoso.
O anime mantém a relação em tom ambíguo. Diferente do mangá, que confirma o romance em um capítulo extra, o final animado opta por deixar o sentimento no subtexto. Uma escolha que reforça maturidade e respeito ao público.

Spinner garante que o mundo não esqueça Shigaraki
A Liga dos Vilões pode ter sido derrotada, mas sua história não foi apagada.
Cumprindo o último pedido de Shigaraki, Deku visita Spinner na prisão e transmite suas palavras finais. A reação é violenta. Spinner tenta atacá-lo. Midoriya não reage.
Ele apenas promete uma coisa: ninguém será esquecido.
Spinner decide escrever um livro contando a história de Tomura Shigaraki. O impacto desse gesto é mostrado no episódio final, quando um garoto em situação semelhante à infância de Shigaraki é salvo graças à empatia despertada por essa história.
A mensagem é clara.
Ignorar o sofrimento cria vilões. Enxergá-lo cria heróis.
A Classe A segue em frente, cada um à sua maneira
O último episódio mostra a formatura da Classe A e revela o destino de vários personagens:
- Todoroki se torna o herói número 2
- Bakugo é extremamente forte, mas continua impopular
- Uraraka e Froppy trabalham com aconselhamento sobre Quirks
- Shoji e Koda lutam pelos direitos dos heteromorfos
- Hagakure segue carreira solo
Deku, inicialmente, escolhe não atuar na linha de frente. Mas tudo muda com o traje de suporte.

A última imagem da série mostra Midoriya voando ao lado dos amigos, pronto para continuar lutando — não como o garoto escolhido pelo destino, mas como alguém que construiu seu próprio caminho.
My Hero Academia não termina dizendo que o mundo está perfeito. Ele termina dizendo que o mundo aprendeu.
O sistema de heróis era falho. A sociedade ignorava quem sofria. Vilões nasceram disso. O fim da série mostra que a verdadeira vitória não foi derrotar All For One, mas mudar a forma como as pessoas enxergam umas às outras.
Deku não se tornou o maior herói porque era o mais forte.
Ele se tornou o maior herói porque nunca parou de estender a mão.
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