O catálogo da Crunchyroll passou por diversas transformações nos últimos anos, mas 2025 marcou uma virada que poucos esperavam. Embora Solo Leveling continue extremamente popular e mantenha uma base de fãs leal, outro título assumiu o papel de “shonen geracional”. Trata-se de Gachiakuta, adaptação do mangá de Kei Urana, que rapidamente conquistou o público e se tornou o anime mais comentado do ano.
Enquanto outras produções apostam em fórmulas conhecidas, Gachiakuta cresceu justamente por seguir o caminho oposto. E isso explica por que ele se tornou o sucessor natural de My Hero Academia, Naruto e outros clássicos que definiram gerações.
É um anime que entende o presente e dialoga com o público jovem de forma rara no gênero.
Um Shonen que Vai Além da Ação

Desde o primeiro episódio, Gachiakuta se destaca por combinar intensidade, emoção e um forte senso de propósito. O mundo distópico coberto por lixo e desigualdade social não funciona apenas como cenário; ele molda o coração da narrativa.
A história de Rudo Surebrec, acusado injustamente de assassinato e lançado no abismo conhecido como “The Pit”, cria um ponto de partida carregado de simbolismo. O formato rápido, direto e emocional transforma cada episódio em um comentário sobre abandono, injustiça e sobrevivência.
O anime não trata apenas de batalhas. Ele fala de um sistema quebrado e do peso que ele impõe aos jovens.
O Sistema de Poder Mais Marcante da Nova Geração
Um conceito simples, mas profundo
Diferente dos ninjas de Naruto ou dos heróis de My Hero Academia, o eixo central de Gachiakuta é o “lixo”. Não apenas o lixo físico, mas tudo aquilo que a sociedade descarta — incluindo pessoas.
Esse conceito dá origem ao “Anima”, força sobrenatural que permite que objetos emocionalmente importantes se tornem armas conhecidas como Vital Instruments. Cada instrumento carrega um significado único, conectado ao passado de seu portador.
Isso torna as lutas mais pessoais, mais simbólicas e, inevitavelmente, mais memoráveis.
Representação, Estilo e Identidade Moderna

A ascensão de Gachiakuta também se explica pelo impacto cultural que ele provoca. O anime incorpora temas atuais — como desigualdade ambiental, instabilidade política, racismo e marginalização — de forma direta e acessível.
A diversidade do elenco, especialmente a presença de personagens negros bem escritos e bem representados, é um marco importante. Em um gênero historicamente limitado nesse aspecto, isso importa, e muito.
Além disso, o anime conta com um dos melhores dubladores em inglês da década, ajudando a aproximar o público ocidental por meio de uma linguagem atual e próxima do cotidiano dos jovens.
Solo Leveling ainda é impressionante em escala visual e intensidade. Mas, fora seu primeiro arco, a história se apoia mais na ação do que em temas profundos.
Gachiakuta entrega algo que Solo Leveling ainda não oferece: relevância emocional e impacto duradouro.
O público jovem, marcado por crises sucessivas, conecta-se mais com histórias sobre desigualdade, abandono e resistência do que com tramas centradas apenas no poder absoluto de um protagonista.
O Novo Anime Geracional
Com tudo isso, Gachiakuta se consolida como um dos títulos mais importantes dos últimos anos. É forte, é cru e é profundamente humano. E, sobretudo, é o tipo de obra que marca uma geração inteira — não apenas por sua estética, mas pela forma como conversa com o mundo de hoje.
Para quem vive o cenário atual do anime, Gachiakuta não é apenas um sucesso.
É o novo norte do shonen moderno.
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